por Graham Spicer
Os museus e galerias de arte nacionais, com as suas colecções de nível mundial, atraem sem dúvida multidões – só o Museu Britânico vê mais de quatro milhões de visitantes passarem todos os anos pelos seus portais.
Uma zona que é famosa pela sua paisagem e riqueza de património, é o sudoeste da Cornualha. A cidade de St Ives, desde há muitos anos atrai e inspira artistas. A escultora Barbara Hepworth, contemporânea de Henry Moore e que muitos consideram igualmente influente, fez da cidade o seu lar. O Museu e Jardim de Esculturas Barbara Hepworth, que é gerido pela vizinha Tate St Ives, apresenta dezenas dos seus trabalhos em pedra, bronze e mármore, expostos da forma que ela determinou, antes sua morte em 1975.
O jardim é um local maravilhoso para pensar na ligação entre a arte e a natureza – e embora os trabalhos de Hepworth sejam decididamente abstractos, foram fortemente influenciados pelos vizinhos montes e costa da Cornualha.
Lincoln’s Inn Fields, no coração do distrito legal de Londres, é uma praça elegante, bem conhecida dos advogados mas pouco visitada pelas multidões que enchem o vizinho Covent Garden. Mas um dos melhores, mas menos conhecidos, museus de Londres está inconspicuamente situado na longa fileira de moradias alinhadas.
Uma modesta fila de visitantes frente à porta de entrada é a melhor indicação do local do Museu de Sir John Soane, e a espera vale bem a pena, porque não só é muito interessante a sua encantadora e rica colecção, como também o interior da casa e a forma como os seus tesouros são apresentados.
Cada sala está cheia de pinturas, esculturas e antiguidades raras, coleccionadas pelo arquitecto Soane (a não confundir com Sir Hans Sloane, cuja colecção foi a base do Museu Britânico) entre a década de 1780 e a sua morte em 1837. Os curadores desde então têm por obrigação conservar o museu tal como era quando Soane morreu, e a extraordinária acumulação de objectos expostos faz dele uma festa para os olhos.Na zona sul de Londres, escondido da margem do rio e dos molhes de Southwark, o Old Operating Theatre, Museum and Herb Garreté um dos mais curiosos locais da cidade a visitar. É o bloco operatório mais antigo do país, e está situado no sótão da Igreja de St. Thomas.
Se já alguma vez se lamentou do ritmo desenfreado da vida moderna, uma visita a este museu vai fazê-lo sentir a sorte de, pelo menos, viver num mundo com anestésicos. Antes de 1847 os cirurgiões não tinham qualquer meio confiável de adormecerem os seus pacientes e, o que é pior, as operações na era vitoriana teriam por assistência uma sala cheia de estudantes de medicina – e é por isso que o bloco operatório era chamado teatro operatório.
Sendo as operações dolorosas, eram pelo menos rápidas (uma amputação podia durar menos de um minuto às mão de um cirurgião hábil) e pode-se aqui ver o teatro operatório original, em madeira, e descobrir os horrendos pormenores sobre o seu passado.
As visitas guiadas e eventos ali realizados regularmente – alguém quer uma demonstração de cirurgia rápida? – são exemplos de algumas das atracções de menor dimensão e menos conhecidas do país. E embora não tenham em exposição objectos famosos de que se orgulham outros locais de exposição mais conhecidos, podem ser pelo menos tão interessantes e merecedores de visita.