Um milênio de história
Nick Garrod
As catedrais britânicas combinam mil anos de magnífica arquitetura e incríveis histórias de santos, conquistadores, incêndios e até assassinatos! Não é por acaso que inúmeros visitantes e equipes de filmagem aparecem para ouvir as fantásticas histórias relacionadas a essas edificações...
A Catedral de Durham é mais recentemente conhecida pelo seu papel nos dois primeiros filmes de Harry Potter, mas é também um dos exemplos mais admiráveis da arquitetura normanda na Grã-Bretanha. Juntamente com o Castelo de Durham, compõe um local do Patrimônio Mundial da UNESCO. Vá até o topo da torre de quase 67 metros ou dê uma olhada na biblioteca, que dispõe de três cópias da Carta Magna.
Conta-se que os pedreiros que trabalhavam em Durham foram também os criadores do exclusivo trabalho em arenito vermelho e amarelo na catedral mais setentrional da Grã-Bretanha, a de St. Magnus, nas Ilhas Orkney. Foi o viking Earl Rognvald quem supervisionou a construção da Catedral de St. Magnus, no século XII, uma homenagem a seu tio e padroeiro das Ilhas Orkney. Ambos estão enterrados na cripta.
Em 1170, o assassinato a sangue-frio do arcebispo Thomas Becket dentro da Catedral de Canterbury fez com que os peregrinos fizessem romaria até lá, como maravilhosamente contado nos Contos de Canterbury, de Chaucer. Nos dias de hoje, é possível ver o local onde Becket caiu e se maravilhar com os vitrais da catedral, que mostram histórias de pessoas comuns nos séculos XII e XIII.
Você também vai querer explorar York Minster, cuja torre oferece vistas para o labirinto de ruas medievais abaixo, a Catedral de Lincoln, que foi utilizada como pano de fundo para o filme "O Código Da Vinci", e a Catedral de Salisbury, que possui o maior pináculo da Grã-Bretanha. Caso você tenha mais interesse na arquitetura moderna, visite Liverpool’s, a inconfundível catedral católico-romana em formato de cabana, com mais vidros coloridos que qualquer outra edificação da Europa.
Talvez a mais importante dentre todas as catedrais britânicas seja a Catedral de St. Paul, um destaque elegante no famoso horizonte londrino. Depois de quase queimar duas vezes, uma durante o Grande Incêndio de Londres, em 1666, e outra mais de mil anos antes, a construção permanece hoje como a obra-prima do mundialmente famoso arquiteto Sir Christopher Wren, que escolheu a cripta como o seu último local de descanso.