O legado musical de Manchester

De Smiths à Stone Roses, Oasis à Take Take That, Manchester têm uma marca permanente no cenário global da música. Com poucas avenidas e vastos espaços para shows, Manchester desempenhou um papel fundamental na formação de cultura musical da Grã-Bretanha.

 

Uma das casas de show mais famosas de Manchester

The exterior of Manchester's buzzing music venue, Band on the Wall. Credit to Marketing Manchester and JP Brown

Band on the Wall já recebeu todos os típos de gêneros musicais, do jazz ao punk, com famosas bandas locais de pós-punk como os Buzzcocks, The Fall e Joy Division. Agora, é um local sem fins lucrativos administrado pela instituição de caridade City Music. As apresentações no palco principal ajudam a apoiar esforços para educação comunitária.

 

Música em uma capela convertida em palco

O Albert Hall é uma capela que foi convertida em palco no centro de Manchester, classificada como Grade II (o que significa que sua estrutura tem importância histórica e é protegida por lei). O Albert Hall recebeu muitos artistas em ascensão e estrelas consagradas do cenário musical.. Toda a ambientação do local faz com que a experiência musical seja quase espiritual!

 

Convocando todos os fãs dos Smiths

Outside of famous Smiths location, Salford Lads Club in Manchester. Credit to Salford Lads Club

Fãs de Smiths de todo o mundo já fizeram uma viagem longa até Salford Lads Club na tentativa de recriar a famosa capa de The Queen is Dead, com a famosa banda que surgiu em Manchester do lado de fora do prédio. O local tem uma sala dedicada à banda, chamada Smiths Room, um espaço para celebrar a banda, com paredes repletas de posters, fotografias e anotações escritas. A coleção também inclui um mosaico de Morrissey que foi doado pelo fundador de Afflecks Palace, o lendário mercado de Manchester, repleto de achados e especiarias adequados para uma estrela do rock.

 

Os ravers Manchester

Um clube chamado The Haçienda foi o epicentro do que ficou conhecido como os anos de “Madchester”, que trouxe uma nova energia para a cidade durante as décadas de 1980 e 1990. Misturando House Music, uma vertente da música eletrônica, com outros estilos como Indie e Pós-Punk, esse clube legendário criou um novo conceito de festa, cujo efeitos ainda podem ser sentidos até hoje. No entanto, nem tudo era só sobre festas, já que o armazém do construtor de iates também recebeu a primeira apresentação da Madonna no Reino Unido, além de ter recebido os Smiths por três vezes em 1983, o ano em que a música This Charming Man foi lançada. Embora hoje tenham apartamentos ocupando o espaço que foi do clube, o legado de Haçienda vive até hoje através de exposições e artefatos no Museu da Ciência e da Indústria de Manchester, cujo acervo pode ser visto online.

 

A ponte icônica

Carinhosamente conhecida como Ponte Joy Division, a Epping Walk Bridge ganhou esse status no cenário musical de Manchester quando serviu de fundo para o ensaio fotográfico da banda, e mais tarde, quando foi a capa do album The Best Of Joy Division, fotografada por Kevin Cummins. A foto de 1979 mostra Ian Curtis, Bernard Sumner, Peter Hook and Stephen Morris na ponte, em uma manhã nevada de inverno.

 

Momentos de história musical

Hoje transformado em hotel, o Edwardian Manchester Hotel, o Free Trade Hall no centro da cidade já foi um local de grande importância musical, palco de dois eventos culturais que mudaram o mundo. O primeiro foi o show que definiu a carreira de Bob Dylan, onde ele escolheu tocar uma guitarra elétrica ao invés do violão acústico, abandonando o rítimo de folk tão adorado por todos. Por conta dessa escolha, o evento ficou conhecido como “o show de Judas”. E exatamente uma década depois, mais barreiras do mundo da música foram ultrapassadas, quando a menor sala do Free Trade Hall serviu de palco para o famoso show dos Sex Pistols em 1976. Apenas 40 pessoas apareceram, mas o show entrou para a história da música e ficou conhecido como “o show que mudou o mundo”.